terça-feira, 27 de setembro de 2016

O que pensar sobre cama compartilhada?

Hoje venho escrever para vocês um assunto um tanto polêmico " cama compartilhada ". Vim compartilhar com vocês os meus pensamentos sobre o porquê deixar os pequenos dormir com os pais.

Instagram: @kosogkaos
Antes de ser mãe pensava muito sobre isso, venho de uma família onde sou a irmã mais velha de uma adolescente e um pequeno de 6 anos e minha mãe sempre fez questão da cama compartilhada. Primeiro comigo, pois morávamos sozinhas e claro, nada mais gostoso do que dormir agarradinho, depois com minha irmã (mesmo casando de novo) que durou até o momento do meu irmão nascer e agora com ele até hoje.

Mesmo com todos esses detalhes, sempre achei que cama compartilhada não era algo construtivo e que não faria do mesmo jeito. Até porque para tirar a criança da cama dos pais e passar para o quarto seria muito complicado. Meu marido também sempre foi contra a cama compartilhada, sempre disse que era pra dormir no berço desde que o bebê chegasse em casa.
Mas gente, quem disse que quando vemos aquela carinha e sorriso banguela conseguimos deixar tão sozinho e sem aconchego no quarto ao lado?

Para mim é como um martírio fazer isso, quando a Nicole chegou em casa a cama dela era o carrinho ao lado da nossa cama, assim qualquer suspiro que ela desse eu estaria ali, pronta para afagá-la. 
E vamos ser sinceras a comodidade de tê-los tão próximas a nós em momentos frágeis como esse é maravilhoso né?! Eu fiz parto cesárea e não podia fazer muitos esforços por toda a quarentena e isso me deixou bem confortável durante as minhas noites na recuperação. 
Eis que a Nicole dormiu em nossa cama, mesmo contra a vontade do meu marido até os seus 5 meses, até que dê um, dois meses para cá eu estou acostumando a colocá-la no bercinho. Mas mesmo assim estou por perto, estou dormindo inclusive no sofá da sala (mais perto do quarto dela). E por enquanto não tive nenhum problema a não ser ter que levantar e aconchegar ela até que durma novamente.
Confesso que tem sido bem difícil não dormir juntinho com ela, eu estou me mantendo firme e forte, mas tem dias que a única coisa que quero é que ela durma comigo, agarradinha no aconchego no meio de nós.Até mesmo para eu poder voltar a dormir na cama...
A Nicole sempre dormiu até que bem, com exceção das noites em que ela tem pesadelo, acorda no máximo duas vezes para mamar a noite e olhe lá.
Confesso que ter ela pertinho de mim durante a noite me acalma muito e me dá muito menos trabalho, eu confesso! 

Mas muitas pessoas condenam a prática de cama compartilhada, dizem que o relacionamento do casal fica abalado, que ninguém dorme bem e que o bebê pode ser "lesado" em quesito físico. E esse para mim é o maior medo de todos, porque por algum descuido pessoal podemos causar sérias consequências ao nosso bem mais precioso. Eu sempre tive todo o cuidado do mundo com relação a isso e desde que virei mãe (aliás que fiquei grávida) eu não tive nenhuma noite de sono realmente pesada e inclusive fico mais atenta ainda com relação ao meu marido para que nada aconteça com relação a isso. 

É muito fácil encontrar por ai nas lojas, as famosas camas acopladas ou até mesmo bercinhos que pode ser colocado na própria cama dos pais, ou você pode utilizar o carrinho por um período, como nós fizemos. 
Não estou defendendo a pratica de colocar a criança para dormir junto, mas desde que a Nicole nasceu eu busco algumas justificativas que me confortem ou até mesmo convença o meu marido de que ter ela entre nós por enquanto esta sendo bom para a família toda. 

Imagem do Pinterest
Acredito que muitos pais pesem a questão do relacionamento de marido e mulher ser abalado, por questões sexuais, ou só por dormir de conchinha juntos. Muitos pensam em como fazer isso se tiver um bebê de intruso ali no meio. Por isso que conversar muito e reorganizar a situação neste primeiro momento é muito importante. Sempre há muitas possibilidades para que os pais fiquem entrosados sem ter o bebê para atrapalhar. Tirar o bebê do meio e colocar no berço quando puder é uma possibilidade, os pais criarem ambientes novos dentro de casa e inovar o namoro é uma possibilidade, não existe nenhuma regra que diga que o bebê deve estar ali todos os dias e todas as horas. Criar laços maiores neste momento e entender que o bebê não é nenhum impeditivo para continuar a vida a dois, é algo que deve ser conversado e entendido e que é algo passageiro. 

Eu tenho algumas razões em querer a Nicole por perto e compartilhando a cama conosco:

- É menos cansativo durante a noite, ter que acordar para ir até o quarto da criança ver se ela esta bem e se esta precisando de alguma coisa;
- É muito gostoso estar pertinho para poder afagar qualquer sono ruim que ela tenha;
- Acredito que o bebê dorme muito melhor porque esta bem pertinho dos pais;
- Acordar todos os dias ao lado dos amores da sua vida, sentindo cheirinho de bebê e carinho de mãozinha no rosto, não tem coisa melhor.

Por hora seguimos a pratica de dormir no sofá da sala e ela no berço, vamos ver até quando minhas costas vai permitir essa coisa toda!
O que tenho a dizer é, não condeno ninguém que queira compartilhar a cama com a criança porque eu sei o quanto é bom isso e nem quem não queira. Só acho que os pais devem aproveitar cada fase, independente se for na cama ou não, pois uma hora seu(a) filho(a) vai crescer e o tempo não vai voltar. 

Viva as mães que não se preocupam com a opinião alheia! :)

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