sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Será que você está feliz?

Muitas pessoas costumam me fazer essa pergunta: e ai, você esta feliz?

Imagem retirada do Google
Tem alguns que pensam que sim, outros não se manisfestam, mas a opinião é contrária e tem aqueles que não se importam. 
Quando penso nesta pergunta, acabo pensando em muitas coisas antes de conseguir responder. É claro que eu me sinto feliz, mas a felicidade ela é igual uma montanha russa: sobe e desce, mas essa felicidade é diferente de um tempo atrás, é diferente do "ser feliz" sem ser mãe. 

Me preparei para todos os momentos que estou vivendo agora, durante 9 meses (tá não sabia de muita coisa), mas eu não pensava que teria o meu "eu" totalmente atravessado, minha personalidade abalada e que teria que buscar uma nova identidade. Essa é a parte sem dúvidas, mais difícil. 
Minha liberdade e independência que foi conquistada suadamente, tinha ido pelo ralo e com esse turbilhões de coisas acontecendo, ter liberdade novamente é quase impossível. Pode ate ter tido uma preparação pra tudo isso, mas não tinha jeito, tudo querendo ou não, me pegou de surpresa e o que mais tenho de vez em quando é vontade de chorar ou de sumir. Os primeiros meses com certeza foram os mais difíceis, acordar quase a noite toda pra amamentar, não descansar durante o dia, além de não saber lidar com a irritação que eu sentia toda hora. Óbvio que essa felicidade era diferente, ou melhor, eu não sabia mesmo se estava feliz. 

Depois que retornei ao trabalho, percebi que aquela pessoa que eu era jamais voltaria e que eu estava buscando uma nova identidade. Depois que eu realmente pensei se era isso mesmo que estava acontecendo, ou seja, estava forçando assumir a pessoa quem eu era em uma etapa diferente da vida, tudo foi sendo colocado nos eixos. A sensação de tranquilidade foi voltando e a fase que eu estava foi passando. Porque gente, é muito difícil você passar um mês trancada dentro de casa, sem ver a cara de ninguém, além das pessoas que estão sempre com você. Voltar ao trabalho foi muito importante pra mim, ao mesmo tempo, me fez perceber que aquela angustia que eu estava sentindo, era simplesmente pela clausura que eu estava vivendo, mas descobri que era necessário, que era preciso daquele tempo para construir a conexão com o bebê. 

Para que tudo voltasse "ao normal" ou virasse algo "novo", eu tinha que entender que eu era outra pessoa e que agora era assim pro resto da vida, ou melhor, pela fase que estou passando. Eu sentia a necessidade de conectar a minha vida a mim mesma. Aquelas perguntas clichês e que sempre passam na cabeça de adolescentes como: quem sou eu, ou qual o meu papel no mundo? Por hora rondavam a minha mente. Nunca pensei tanto em todas essas coisas, eu sentia a necessidade de encontrar um equilíbrio nisso tudo.

Confesso que 7 meses depois do parto e me tornar a nova mãe do pedaço, estou longe de descobrir essa nova identidade, mas a resposta é sempre: continuar tentando. Porque gente, pensamos que não, mas ser mãe é estar sozinha. Claro, que você deve ter a família, amigos e o marido, mas não é disso que estou me referindo e sim a própria mente. Engraçado que tudo ainda continua do mesmo jeito, as pessoas não param, o mundo não parou. O que me vem a cabeça é que eu dei um tempo de tudo isso, me isolei numa caixinha e não faço ideia de quando que vou conseguir sair dela. 
Achei que ter viajado sozinha e ficado um tempão longe das pessoas que me cercavam já tinha sido o auge da solidão e autoconhecimento e descobri que não, que agora eu estou passando por todo esse processo de novo, mas com algo novo e que é muito mais difícil e nem sempre passageiro como uma simples viagem. 

Mas mesmo assim, acredito que essa grande aventura que estou vivendo é algo que me levará pensamentos que nunca haviam passado pela minha cabeça. Pode ser cansativo as vezes e dar vontade de sumir, mas eu me encanto a cada momento que tenho com aqueles olhinhos brilhando pra mim ou aquele sorriso desdentado se abrindo ao me ver chegar. É ai que me dou conta de que tudo isso que estou passando não será substituído jamais e que posso me perdoar por cada pensamento como este e responder a simples pergunta que já me fizeram milhões de vezes: sim, eu estou feliz!

Tumblr: Refletindo a alma

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