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Como traduzir os sentimentos dos filhos através do comportamento

Olá meus amores, tudo bem?

A psicóloga Adriana Mikaelian dos Santos, do CAIS - Centro de Atenção Integral à Saúde do Grupo São Cristóvão, trouxe uma questão bem importante com relação aos nossos pequenos, analisando os sinais que eles nos dão através do seu comportamento. 
Com toda a situação de pandemia que temos vivido, a rotina familiar mudou completamente, devido ao isolamento social nossas crianças tem ficado trancadas em casa por mais de 100 dias e provavelmente até a retomada das aulas, tem mais uns 60 dias pela frente.



Se para nós que somos adultos e que conseguem entender o cenário atual, não tem sido uma fase fácil de encarar, imagina para as crianças que tiveram as suas rotina afetadas e mudadas completamente do nada e ainda não conseguem entender exatamente tudo o que esta acontecendo. Segundo a psicóloga nesse período de privação total das crianças, existem sinais que podem ajudar você a entender melhor os sentimentos e perspectivas do seu filho.

Se a criança quer brincar o tempo todo ou não quer brincar:

Pode ser que ela sinta que é como se estivesse em período de férias, com menos obrigações por estar em casa, ou até mesmo ser um traço de ansiedade, por ter mais energia acumulada. Agora, se a criança não sente vontade de brincar, isso pode indicar que ela sente falta dos seus amigos, necessidade de ter obrigações/recompensas e falta de alguém que entre em seu mundo e partilhe da sua forma de brincar.

“Para lidar com ambos os comportamentos, é importante que o adulto se aproxime e ajuste brincadeiras que sejam divertidas para a criança, observando suas preferências. Isso pode servir como estreitamento de vínculos e prevenção a sofrimentos emocionais decorrentes da situação de isolamento. Estar junto é muito mais do que a presença física, é ter a compreensão dos processos da criança, sua concepção e possíveis sofrimentos resultantes do momento atual, no intuito de diminuir essas angústias. Ser empático, se colocar no lugar da criança, ajuda a entender como está percebendo e reagindo às privações atuais, o que automaticamente torna possível uma ação direcionada para faltas ou excessos.”, explicou a psicóloga Adriana.

 

Quando a criança não expressa de alguma forma ou verbaliza seus sentimentos:

Os sinais de desajuste emocional podem ser notados por comportamentos atípicos, que podem ser representados em forma de agitação, aquisição de manias, medos, dependência crescente da presença de adultos, problemas com alimentação e sono, entre outros, que podem ser adquiridos em determinado período, condição e/ou situação. “A brincadeira é o grande termômetro para identificação do estado de humor. O conteúdo lúdico da brincadeira e a forma como a criança se expressa por meio dela nos diz muito sobre seu estado emocional.  Entre os fatores comportamentais que são analisados, temos: conteúdos, auto-agressividade, heteroagressividade, desinteresse total, desistências, funcionalidade, capacidade de criatividade e diversão com esses estímulos, entre outros fatores.”, disse a psicóloga.

 

Como saber se é “manha” ou há algo de errado:

Segundo a psicóloga, a “manha”, caracteristicamente, se difere do não estar bem de acordo com a motivação de querer algo e alcançar com determinado comportamento. Isso, geralmente é expressado como reclamação, choro ou birra de forma exaustiva. Se o comportamento não é direcionado para satisfação de algo específico e considerado secundário (doces, excesso de atenção, brinquedos), pode ser que a criança realmente não esteja bem e sentido algum desconforto, seja social ou físico. Atentar para a motivação do comportamento, além de diferir do não estar bem, possibilita que as reações dos adultos sejam dosadas conforme a avaliação da conduta da criança enquanto o comportamento se apresenta.

 

Rotina em casa:

Mesmo em casa as crianças devem manter uma rotina, atividades fixas e, principalmente, hora para dormir e acordar. “O sono impacta no desenvolvimento físico e tem papel regulador de emoções e comportamentos. Uma criança que não dorme direito ou com horários irregulares tende a apresentar irritabilidade de improdutividade. Para a manutenção desses horários, e visando o gasto de energia em tempo correto, a rotina de atividades da criança precisa ser mantida durante o dia sempre que possível.  Uma opção, é fazer um quadro de atividades diárias com horários e figuras ilustrativas para auxiliar a criança no processo de assimilação de seus afazeres. Para um sono tranquilo, recomenda-se estipular o horário de dormir e 30 minutos antes incluir atividades tranquilas e mais relaxantes, sem tablets, TV ou celulares.”, esclareceu a psicóloga Adriana Mikaelian.

Fazer com que a criança participe dos afazeres da casa também é uma forma de entretê-las, ensiná-las, torná-las independentes e mantê-las próximas dos seus pais. Os pequenos podem ajudar a colocar e tirar a mesa nas refeições, preparar alguma receita com os pais, estender a roupa, entre outras atividades que prezem pela segurança deles.


Por aqui tem sido bem difícil manter a rotina, pais trabalhando de casa e cuidar de tudo ao mesmo tempo é um grande exercício, tenho relatado bem essa rotina lá no instagram @planorosa.

Em nosso caso o tablet e a TV tem sido nossos aliados para entretenimento e inclusive aprendizado, sei que não é o ideal como relatou a psicóloga, mas mesmo com tantos dias em casa, ainda não conseguimos ter outra rotina. Quero deixar de alerta aqui que cada família funciona de um jeito, nem sempre o ideal vai funcionar na sua casa e tudo bem! O importante é passar esse tempo o máximo que conseguir com as crianças, buscar entender o sentimento na qual estão lidando e ajudar no que puder, se for possível, manter o máximo a rotina na qual estavam acostumadas, mas sem neura ou culpa, ta bom amores?

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